Porque é que a equipa da clínica não fala do que corre mal

Há uma frase que ouvimos com frequência a donos de clínica, e quase sempre dita com alívio: por acaso está tudo a correr bem, ninguém me diz nada. Quando a equipa da clínica não fala, o silêncio é lido como ausência de problemas. Costuma ser lido assim porque é a leitura mais confortável e porque não há nada visível que a contrarie. Só que há um corpo de investigação, nascido dentro de hospitais, que sugere o contrário. E há uma norma portuguesa que assenta exatamente nesse princípio, embora quase ninguém a leia como um princípio de gestão. O estudo que...

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Liderança em clínicas de saúde é o papel que ninguém ensina

A formação em saúde prepara profissionais para diagnosticar, tratar e cuidar. Não prepara ninguém para gerir uma equipa de oito ou dez pessoas, definir prioridades ou tomar decisões sob pressão operacional constante. A maioria dos donos de clínica tornou-se líder por acumulação. A clínica cresceu, a equipa aumentou e, a certa altura, o profissional percebeu que já não era apenas clínico. O problema não é falta de vontade. É a ausência de um quadro de referência sobre o que a liderança em clínicas de saúde significa em concreto, e o que exige de quem ocupa esse papel. Onde está uma...

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A formação em gestão para médicos dentistas vale menos do que gerir bem

A formação em gestão para médicos dentistas é o item que fecha a lista do que a profissão considera importante, e esse dado tem sido citado para dizer uma coisa que ele não diz. Todos os anos, a Ordem dos Médicos Dentistas pergunta aos seus membros que importância atribuem a vários fatores para a qualificação do exercício da profissão. A pergunta é feita numa escala de 1 a 10, e a resposta de 2025 tem um padrão que vale a pena olhar de perto. O que o inquérito diz, e o que não diz Na edição de 2025 do Diagnóstico...

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Melhorar o atendimento na clínica médica exige olhar para além da consulta

Quem quer melhorar o atendimento na clínica médica começa quase sempre pelo mesmo sítio, que é a consulta. Investe na formação do médico, na qualidade do diagnóstico, nos equipamentos. E faz bem, porque a qualidade clínica é o alicerce de tudo o resto. Acontece que a experiência do paciente começa antes de ele entrar na sala de consulta e termina depois de sair. Tudo o que se passa entre o primeiro contacto e o acompanhamento posterior é atendimento, ainda que raramente seja gerido como tal. A pergunta que interessa é se alguma parte dos problemas de uma clínica nasce nesse...

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Reduzir faltas e cancelamentos de consultas começa antes do lembrete

Reduzir faltas e cancelamentos de consultas é dos problemas mais falados na gestão de uma clínica e dos menos medidos. Uma consulta não realizada é receita que não se gerou, tempo clínico que não se usou e uma vaga que outro paciente poderia ter ocupado. A resposta habitual é mandar lembretes. Funciona, mas dá menos do que a maioria das pessoas espera. Vale mais a pena perguntar o que aconteceu entre a marcação e a consulta. Quanto tempo passou, houve confirmação, havia forma simples de cancelar, e quando alguém cancelou, a vaga foi ocupada por outra pessoa. Um aviso antes...

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Porque a clínica fatura bem mas não sobra dinheiro

A clínica fatura de forma consistente. Os pacientes chegam, as consultas realizam-se, os pagamentos entram. E ainda assim, no fim do mês, o dono não consegue responder a uma pergunta simples: onde foi o dinheiro? É um dos padrões mais frequentes nas clínicas que acompanhámos em Portugal. Não falta receita. Falta visibilidade sobre o que acontece entre a faturação e o caixa disponível. A clínica parece saudável pelos indicadores de superfície, e por dentro decide com informação insuficiente. Faturar bem não é o mesmo que ter caixa A faturação mede o que a clínica vendeu num período. A tesouraria mede...

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Os 10 erros de liderança em clínicas de saúde que travam o crescimento

Os erros de liderança em clínicas de saúde raramente são reconhecidos como tal. Aparecem descritos como falta de tempo, equipa que não corresponde, mês difícil ou excesso de trabalho. Por vezes é mesmo isso: há meses fracos, há contratações que correm mal, há períodos de trabalho a mais. O que distingue a circunstância do sistema é a recorrência. Quando o mesmo problema regressa com pessoas diferentes, em meses diferentes e em condições de mercado diferentes, a causa deixou de ser passageira. Passou a ser estável, e as causas estáveis são várias: o desenho dos processos, o modelo de remuneração, a...

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Porque os pacientes não voltam à clínica, e o que os dados não dizem

Quando um paciente deixa de marcar consultas, a clínica raramente sabe porquê. Sem recolha de feedback e sem acompanhamento da continuidade, a ausência só se torna visível quando a relação já se interrompeu, e nessa altura perguntar custa muito mais. Os registos de reclamações permitem observar o que alguns pacientes decidiram comunicar. Não revelam quantos deixaram de regressar, nem por que razão o fizeram. São duas perguntas distintas, e é fácil confundi-las. O que os dados de reclamações mostram, e o que não podem mostrar Convém começar pela delimitação, porque é ela que condiciona tudo o que se segue. Os...

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